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AlternarO setor agrícola continua sendo um dos principais motores econômicos em toda a América Latina. No Brasil, esse setor representa cerca de 6,9% do PIB, segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), enquanto na Colômbia o crescimento do valor agregado agrícola foi de 4,1% no ano passado, superando o PIB nacional, que ficou em 2,8%.
Grande parte desse crescimento deve-se à concessão de empréstimos agrícolas, que, em muitos casos, são essenciais para cobrir os custos de abertura e manutenção desses negócios. Na Colômbia, por exemplo, foram concedidos mais de 395 mil empréstimos agrícolas em 2025, totalizando um valor recorde de US$ 48,1 bilhões, enquanto no Peru, 52 mil produtores se beneficiaram de mais de S/ 839 milhões em auxílios.
Embora o setor agrícola esteja cada vez mais recorrendo à digitalização como ferramenta para agilizar uma ampla gama de procedimentos administrativos — especialmente no que diz respeito ao relacionamento com instituições financeiras —, a realidade é que essa transição ainda é desigual. Em países como o Brasil, onde há grandes distâncias entre as áreas rurais e as grandes cidades, e onde o acesso às ferramentas digitais é desigual, nem todos os produtores têm as mesmas oportunidades de conduzir seus negócios sem precisar se deslocar até as agências das instituições financeiras.
A biometria como impulsionadora da inclusão financeira
Imaginemos o caso de um agricultor que precisa viajar centenas de milhas de sua casa até a agência bancária mais próxima. Para ele, além do tempo necessário para concluir o processo, solicitar um novo empréstimo agrícola custaria centenas de dólares — uma despesa que ele talvez não pudesse arcar, dependendo de sua situação financeira. Nesses casos, a biometria se mostra uma ferramenta estratégica para garantir que qualquer produtor, independentemente de onde more ou de sua capacidade de se deslocar, possa solicitar um empréstimo agrícola de forma conveniente a qualquer momento, com total segurança.
Do ponto de vista operacional, essa mudança substancial na forma como as pessoas interagem com os bancos também traz benefícios significativos em termos de economia de tempo. Enquanto, até pouco tempo atrás, era necessário esperar entre 15 e 45 dias para ter acesso ao empréstimo após a solicitação, graças ao pedido on-line baseado em biometria, esse prazo pode ser reduzido para apenas 48 horas. E, para os bancos, essa tecnologia pode levar a uma redução de até 40% nos custos operacionais, de acordo com previsões da McKinsey & Company.
No entanto, assim como em qualquer outro procedimento online, a possibilidade de realizar esses processos remotamente acarreta o risco de fraude e roubo de identidade. Por esse motivo, a biometria se consolidou como uma nova camada de segurança que, além de simplificar o processo de solicitação de empréstimos agrícolas, ajuda a proteger os usuários e as instituições financeiras contra os riscos associados ao roubo de identidade.
Nesse contexto, empresas como a Identy.io desenvolveram um conjunto de soluções baseadas em biometria que ajudam a verificar a identidade de um usuário de forma rápida e fácil, diretamente do próprio celular. Assim que o usuário conclui o processo de cadastro, durante o qual suas credenciais digitais — como impressões digitais ou características faciais— são capturadas, o sistema armazena todas as suas informações digitais no próprio celular para facilitar a realização de verificações posteriores em um banco de dados centralizado, confirmando assim a identidade do usuário e garantindo que ele seja quem afirma ser em qualquer tipo de transação. Além disso, o BioCode QR — um contêiner compacto e criptografado que contém informações biográficas e dados faciais e de impressões digitais do usuário, assinado criptograficamente pela instituição emissora — pode ser armazenado em uma carteira digital ou até mesmo impresso, disponibilizando as credenciais de identidade sempre e onde forem necessárias.
O uso da biometria não é benéfico apenas para os usuários finais; as instituições financeiras também obtêm benefícios claros com sua implementação. Por exemplo, o relatório “Financial Data Unbound”, da consultoria McKinsey, estima que as taxas de desistência em pedidos de empréstimo processados digitalmente são de 30% a 45% menores do que aquelas dos fluxos de trabalho manuais tradicionais. Da mesma forma, esse relatório mostra que o custo por concessão de empréstimo é reduzido em 30% a 40%, permitindo que os bancos façam ofertas mais agressivas sem comprometer suas margens de lucro. Por exemplo, no Brasil, estima-se que a possibilidade de solicitar empréstimos remotamente poderia reduzir as taxas de desistência em até 29% e diminuir a duplicação de dados e os erros nos pedidos em até 18%, de acordo com a empresa de consultoria especializada Ken Research.
E em um contexto em que os casos de roubo de identidade por meio de deepfakes e sósias digitais estão se tornando cada vez mais comuns, a biometria está se consolidando como a ferramenta ideal para oferecer uma camada adicional de segurança nas transações. No caso das soluções biométricas da Identy.io, a incorporação da tecnologia de detecção passiva de vitalidade — ou seja, que não requer nenhum movimento ou ação predefinida para verificar se o usuário que está acessando o sistema é uma pessoa real e não uma entidade digital criada por inteligência artificial — torna esse tipo de roubo de identidade praticamente impossível.


